Há muito que se prolonga o debate entre Criacionismo e Evolucionismo, uma discussão não tão acentuada por estes lados do Velho Mundo, mas até aqui chega eventualmente, como tudo o que é mal e contamina a terra da ignorância às faixas e estrelas. Um debate, sobre a alçada de um conflito maior, um conflito entre ciência e religião.
Um conflito que não existe.
Porque por mais que algumas pessoas tentem ver isso, a ciência não fornece “verdades absolutas”. Não fornece, não tenciona e nem quer fornecer.

Isto é como muitos vêem a ciência.
O método científico não é nenhuma crença religiosa, muito menos, anti-religiosa. Não, a ciência não é sobre a verdade. Não é sobre o significado vida, o universo e as coisas. Não é de dogmas e absolutos. Por mais que muita gente espere e deseja que a ciência fornece isso, tais noções e propósitos traem a própria noção de ciência e método científico.

À esquerda, religião. À direita, não é religião. A não ser que adores microscópios.
Nenhum cientista digno do seu nome pode sequer garantir que o Sol se vai erguer amanhã. No máximo, pode dizer que tal terá 99,999999999999999999999999999999999999999999% de acontecer. A diferença entre isso e ter a certeza pode parecer mínima, mas não o é: não é uma verdade absoluta.
Afinal o que é ciência? O que é o método científico? Não passa de possuir uma mente aberta a diferentes noções, a diferentes interpretações de dados, uma disposição para acomodar e adaptar-se à mudança, contemplar algo de forma diferente de acordo com novos dados, em provas. Esse estado mental, não só é altamente científico, é altamente criativo.
E em nenhum aspecto é incompatível ou concorrente com a religião.